Luto por suicídio: como atravessar uma perda sem respostas
Por que esse luto costuma ser tão difícil, o que pode ajudar e quando buscar acompanhamento.
Ler artigoPsicoterapia psicanalítica em Porto Alegre e online
Atendimento a adultos e adolescentes, com escuta cuidadosa e uma trajetória que une o consultório à pesquisa em saúde mental na UFRGS.
Sobre mim
Sou Carolina Stopinski Padoan, psicóloga clínica desde 2006 e psicoterapeuta de orientação psicanalítica.
Ao longo da minha formação, dividi o tempo entre o consultório e a pesquisa. Fiz mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Ciências do Comportamento da UFRGS, com estudos desenvolvidos junto ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Minha pesquisa de doutorado foi dedicada a famílias enlutadas após a perda de alguém por suicídio. Esse trabalho aprofundou meu olhar para o luto, para o trauma e para as maneiras como cada pessoa encontra, no seu próprio tempo, formas de seguir.
Minha pesquisa segue duas linhas que se complementam. Uma estuda o suicídio e seus efeitos: o impacto da perda nas famílias enlutadas, o trauma e a exposição ao suicídio, além de questões de bioética ligadas à doação de tecido para pesquisa. A outra investiga a própria psicoterapia psicodinâmica: a aliança terapêutica, a evolução ao longo do tratamento e o momento de encerrá-lo.
No consultório, parto de uma ideia simples: aquilo que nos faz sofrer tem uma história, e essa história pode ser escutada e compreendida. A psicoterapia é o lugar para isso, sem pressa, com ética e sigilo.
Como posso ajudar
Cada processo começa com uma conversa para entender o que você busca. A partir daí, combinamos juntos o formato mais adequado.
Sessões individuais, presenciais ou online, para quem deseja compreender sentimentos, padrões que se repetem nos relacionamentos ou atravessar momentos de crise e mudança.
Um espaço de escuta para as questões dessa fase, incluindo a vida nas redes e no mundo virtual. Os responsáveis participam das entrevistas iniciais e de encontros combinados ao longo do processo.
Acompanhamento para quem perdeu alguém próximo, com atenção especial a familiares e amigos enlutados por suicídio, tema central da minha pesquisa de doutorado.
Cuidado para quem viveu situações traumáticas e convive com lembranças que invadem o dia a dia, sobressaltos, evitação ou a sensação de estar sempre em alerta.
Apoio emocional para quem recebeu um diagnóstico difícil, convive com uma doença crônica ou percebe no corpo sintomas ligados ao que vive emocionalmente. Quando faz sentido, o trabalho é articulado com o médico que acompanha você.
Supervisão clínica e espaço de cuidado para psicólogos, psiquiatras, outros profissionais e estudantes da área da saúde, com atenção ao desgaste emocional, ao esgotamento e ao trauma vicário, temas que também estudei em pesquisa.
Aulas, palestras e colaboração em pesquisa sobre luto, posvenção do suicídio e saúde mental, para instituições, equipes e eventos.
Temas atendidos
Cada pessoa chega com uma história própria. Esta lista é apenas um ponto de partida: você não precisa saber nomear o que sente para procurar ajuda.
A mente pelo olhar da psicanálise
Algumas ideias que ajudam a entender como a psicanálise pensa a vida psíquica. São modelos e metáforas para refletir, não diagnósticos.
Camadas da mente
Pensamentos, percepções e decisões que conseguimos notar e nomear agora. É a ponta do iceberg: importante, mas pequena diante do todo.
Lembranças e ideias que não estão presentes neste momento, mas podem ser alcançadas com alguma atenção, como um nome que volta à memória.
Desejos, medos e experiências afastados da consciência que, segundo Freud, continuam influenciando sentimentos, escolhas e sintomas. A psicoterapia ajuda a trazê-los aos poucos para a palavra.
A imagem do iceberg é uma metáfora muito usada para explicar o modelo de mente descrito por Freud.
Associação livre
Na psicanálise, você é convidado(a) a falar o que vier à mente, sem filtro. Aos poucos, palavras que pareciam soltas revelam ligações: uma lembrança leva a um medo, que leva a um desejo, que ajuda a entender um sintoma.
Toque ou passe o mouse nas palavras para ver as conexões.
Mecanismos de defesa
Diante da angústia, todos usamos formas automáticas de proteção. Elas não são defeitos: o problema surge quando ficam rígidas e passam a custar caro. Vire os cartões para ver exemplos do dia a dia.
Conceitos descritos por Sigmund Freud e sistematizados por Anna Freud em O ego e os mecanismos de defesa (1936). Mecanismos de defesa também foram tema de uma pesquisa da qual participei, publicada no Journal of the American Academy of Psychiatry and the Law (2020).
A abordagem psicanalítica
A psicoterapia psicanalítica nasce da obra de Freud e foi ampliada por autores como Melanie Klein, Wilfred Bion, Donald Winnicott e Heinz Kohut. Ela parte da ideia de que boa parte do que sentimos e repetimos tem raízes que não estão totalmente conscientes.
O objetivo não é dar conselhos, mas ampliar a compreensão que você tem de si, para que possa fazer escolhas com mais liberdade.
Nas sessões, você fala sobre o que vier à mente, sem precisar organizar antes. A própria relação com a terapeuta se torna um lugar de compreensão: o que se repete ali ajuda a entender o que se repete fora.
O ritmo é construído junto, sem roteiro fixo, respeitando o tempo de cada pessoa.
Revisões publicadas em periódicos científicos indicam que a psicoterapia psicodinâmica tem eficácia comparável à de outras abordagens reconhecidas, com benefícios que tendem a se manter após o fim do tratamento. Cada processo é singular e não há promessa de resultado.
Parte da minha produção científica está nesse campo, com revisões sobre ensaios clínicos em psicoterapia psicanalítica e sobre a manutenção dos resultados após o fim do tratamento.
Shedler, J. (2010). The efficacy of psychodynamic psychotherapy. American Psychologist, 65(2).
Leichsenring, F. & Rabung, S. (2008). JAMA, 300(13).
Steinert, C. et al. (2017). American Journal of Psychiatry, 174(10).
Como funciona o atendimento
Por WhatsApp ou e-mail. Conversamos sobre horários, modalidade e valores, sem compromisso.
Os primeiros encontros servem para conhecer o que você busca e avaliarmos juntos se este é o trabalho adequado. Com adolescentes, incluem os responsáveis.
Sessões de cerca de 50 minutos, em geral semanais. A frequência é combinada e a duração do processo não é fixa.
No consultório em Porto Alegre ou por vídeo, em plataforma segura, com o mesmo cuidado ético e o mesmo sigilo.
O atendimento é particular. Emito recibo ou nota fiscal para que você possa solicitar reembolso ao seu plano de saúde, conforme as regras do seu contrato. Os valores são informados no primeiro contato.
Acolhimento a enlutados
A perda de alguém por suicídio costuma trazer, junto com a dor do luto, perguntas sem resposta, culpa, raiva e, muitas vezes, silêncio ao redor.
Essas reações são frequentes e merecem acolhimento, não julgamento. Falar sobre o que aconteceu, no seu tempo, pode ajudar a dar algum lugar para a dor.
Ofereço acompanhamento individual a familiares e pessoas próximas, apoiado em anos de pesquisa com famílias enlutadas. Também é possível conversar sobre como apoiar crianças e adolescentes da família nesse momento.
Saiba mais sobre o luto por suicídioProdução científica
Mais de 20 trabalhos publicados como autora ou coautora, em parceria com pesquisadores da UFRGS e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Filtre por tema para explorar.
Experiências de familiares que encontraram a pessoa falecida no local do suicídio, a partir de entrevistas com 34 participantes.
A aceitação do diagnóstico como parte do caminho de recuperação no transtorno bipolar.
Como famílias enlutadas vivem o pedido de doação de tecido cerebral para pesquisa e o que torna essa abordagem mais cuidadosa.
Experiências traumáticas de 41 familiares e pessoas próximas enlutadas por suicídio.
Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Ciências do Comportamento.
Contratransferência, mecanismos de defesa e trauma vicário em 56 psiquiatras e psicólogos forenses.
Padrões de interação entre paciente e terapeuta em uma psicoterapia psicodinâmica de longa duração.
Em que momentos avaliar a evolução e os resultados ao longo da psicoterapia psicodinâmica.
Como diferentes fatores podem se somar no desenvolvimento de estresse pós-traumático após a exposição a um suicídio.
Ambiente acadêmico, bem-estar e saúde mental na perspectiva de estudantes de medicina.
O que dificulta e o que favorece a prática de exercícios, segundo pessoas com transtorno bipolar.
Revisão sistemática sobre o conceito de enactment e seu uso na relação terapêutica.
Adaptação para o português de um instrumento que avalia os efeitos psicológicos do trauma e do trauma vicário.
Revisão sobre a manutenção dos resultados após o fim da psicoterapia psicodinâmica.
A participação de famílias enlutadas na doação de tecido cerebral para a pesquisa em saúde mental.
Opiniões de pessoas em tratamento para transtorno bipolar e de seus familiares sobre a doação de órgãos e tecidos.
Os ensaios clínicos em psicoterapia psicanalítica com adultos publicados entre 2008 e 2013.
O que se associa à melhora nos primeiros seis meses de psicoterapia psicodinâmica.
Como as pessoas se posicionam sobre consentir com a doação de órgãos e tecidos para pesquisa.
Estudo sobre a fidelidade à técnica na prática da psicoterapia psicanalítica.
Conteúdos
Textos curtos sobre temas frequentes no consultório. Eles informam, mas não substituem uma avaliação profissional. Ver todos os conteúdos.
Por que esse luto costuma ser tão difícil, o que pode ajudar e quando buscar acompanhamento.
Ler artigoO que estudos e revisões científicas mostram sobre a psicoterapia psicodinâmica.
Ler artigoRegras do Conselho Federal de Psicologia, cuidados práticos e quando o presencial é melhor.
Ler artigoSinais que merecem atenção e formas de os responsáveis manterem o diálogo aberto.
Ler artigoPerguntas frequentes
Se a sua pergunta não estiver aqui, é só enviar uma mensagem.
Os valores são informados no primeiro contato. O atendimento é particular, e emito recibo ou nota fiscal para que você solicite reembolso ao seu plano, de acordo com as regras do seu contrato.
Cerca de 50 minutos. A frequência, em geral semanal, é combinada conforme a necessidade de cada pessoa.
Não existe um prazo fixo. A duração depende do que trouxe você até a terapia e de como o processo evolui. Esse tema pode ser conversado a qualquer momento, e a decisão de encerrar é construída em conjunto.
Sim. O atendimento online é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia e segue os mesmos princípios éticos e o mesmo sigilo do presencial. Para atender dessa forma, a psicóloga precisa ter cadastro aprovado na plataforma e-Psi do CFP.
O psicólogo é formado em Psicologia e realiza psicoterapia e avaliação psicológica, sem prescrever medicamentos. O psiquiatra é médico, faz diagnóstico e pode prescrever medicação. Psicanalista é quem tem formação específica em psicanálise, que pode ser feita por psicólogos, médicos e outros profissionais. Muitas vezes, psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico caminham juntos.
Não. Você pode entrar em contato diretamente. Se fizer acompanhamento com outro profissional de saúde, podemos conversar sobre como articular os cuidados, sempre com a sua autorização.
Sim. No atendimento a adolescentes, os responsáveis participam das entrevistas iniciais e de encontros combinados ao longo do processo, preservando o espaço de confiança do adolescente.
Sim. O sigilo profissional é um dever previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo. As únicas exceções são as situações previstas no próprio Código, como risco grave à vida, e mesmo assim restritas ao estritamente necessário.
O WhatsApp do consultório não é monitorado 24 horas e não é um serviço de emergência. Em situação de crise, ligue para o CVV no 188 (gratuito, 24 horas) ou para o SAMU no 192, ou procure o pronto atendimento mais próximo.
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